O novo universo DC está de volta às telas grandes — e desta vez com uma heroína voando solo. "Supergirl", o segundo grande lançamento da DC Studios sob o comando de James Gunn, chegou aos cinemas em 25 de junho de 2026 e já mostrou força nas bilheterias: o filme arrecadou US$ 13 milhões em seu primeiro dia de exibição nas bilheterias mundiais, sendo US$ 7,8 milhões provenientes das sessões de pré-estreia nos Estados Unidos e US$ 5,2 milhões dos primeiros mercados internacionais.
O resultado inicial abre caminho para um fim de semana promissor, mas com expectativas um pouco mais contidas do que as previstas. Estimativas da indústria apontam que o longa deve ultrapassar US$ 80 milhões em sua estreia global em 77 mercados internacionais. Já nos Estados Unidos, as projeções de abertura foram revisadas para baixo, com previsão de um fim de semana na casa dos US$ 40 milhões, abaixo das projeções iniciais que superavam os US$ 50 milhões.
No que diz respeito à recepção do público, o filme vai bem. No Rotten Tomatoes, o longa registra 77% de aprovação do público, desempenho superior ao de produções recentes da DC como "The Flash" e "Coringa: Loucura a Dois". No entanto, a nota da crítica especializada é de 59%, bem abaixo da pontuação obtida por "Superman" (2025).
O filme traz uma proposta diferente do que o público está acostumado nos filmes de super-heróis. Originalmente batizado de "Supergirl: A Mulher do Amanhã", a produção é um épico sci-fi baseado na elogiada saga escrita por Tom King e desenhada pela brasileira Bilquis Evely nas HQs da DC, com a Supergirl não na Terra, mas viajando pelo espaço em busca de vingança e justiça. Na trama, ela se junta à jovem Ruthye Marie Knoll para encontrar o assassino do pai da menina, Krem. Krypto, o Supercão, também aparece na história.
No elenco, Milly Alcock, conhecida por interpretar a versão mais jovem de Rhaenyra em "A Casa do Dragão", dá vida à Supergirl. Eve Ridley ("Problema dos 3 Corpos") vive Ruthye e Matthias Schoenaerts ("The Old Guard") interpreta o vilão Krem. Há ainda uma participação especial bastante aguardada: Jason Momoa, que viveu Aquaman no antigo universo da DC, aparece agora no papel do mercenário Lobo.
A direção ficou a cargo de Craig Gillespie, o mesmo de "Cruella", e o roteiro foi escrito por Ana Nogueira, que havia sido contratada pela Warner inicialmente para escrever um filme da Supergirl estrelado por Sasha Calle, que viveu a personagem num universo alternativo em "The Flash".
Com bilheteria em expansão, elenco de peso e uma narrativa que aposta em uma Supergirl mais sombria e espacial do que a versão clássica dos quadrinhos, o filme chega como uma peça estratégica no novo DCU. Ele é a sequência direta do reboot iniciado com "Superman" em 2025 e deve definir muito do que está por vir nesse universo reconstruído. Quem ainda não foi ao cinema, já sabe o que fazer neste fim de semana.