Sardinha enlatada faz bem? Conheça os benefícios do alimento mais barato do supermercado

 

Se você ainda não inclui sardinha enlatada na sua alimentação, talvez esteja ignorando um dos superalimentos mais completos e baratos disponíveis no supermercado. Especialistas em nutrição e saúde apontam que esse peixe enlatado, muitas vezes subestimado, reúne uma combinação única de nutrientes capaz de beneficiar o coração, os ossos, o cérebro e muito mais.


Os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH) confirmam que uma única lata de sardinha já supre toda a necessidade diária de ácidos ômega-3, nutrientes essenciais para saúde cardiovascular, função cerebral, visão e controle de inflamações. E os benefícios vão muito além disso.


Sardinha enlatada e ômega-3: por que é melhor que o suplemento


Ao contrário dos suplementos de óleo de peixe, cujos benefícios cardíacos ainda são questionados pela ciência, a sardinha oferece os ácidos EPA e DHA já prontos para o organismo. "As sardinhas são consideradas importantes fontes destas gorduras ômega-3, da mesma forma que o salmão e o arenque", afirma o professor Jorge Monserrate, da Faculdade Miami-Dade, na Flórida. O próprio peixe já realiza a conversão dos ácidos graxos, então o corpo os absorve diretamente, com muito mais eficiência. Segundo o NIH, o consumo regular de EPA e DHA também pode reduzir o risco de câncer de mama, câncer colorretal, Alzheimer e degeneração macular.


Proteína de qualidade com poucas calorias


Uma lata de sardinha em azeite de oliva oferece até 22,6 gramas de proteína com aproximadamente 200 calorias, tornando-a uma das melhores fontes de proteína magra disponíveis. Para quem busca ganho de massa muscular, emagrecimento ou simplesmente uma alimentação saudável e econômica, a sardinha enlatada é uma alternativa superior à carne vermelha, que carrega gorduras saturadas associadas a doenças cardíacas.


Mais cálcio que o leite e vitamina B12 em abundância


Um dos benefícios mais surpreendentes da sardinha em lata está nas espinhas, que são macias e comestíveis: elas fornecem entre 330 e 350 mg de cálcio por lata, superando os 300 mg de um copo de leite. Junto com o magnésio natural do peixe, essa combinação favorece a absorção óssea e muscular. A lata ainda entrega 343% da necessidade diária de vitamina B12, fundamental para energia, síntese de DNA e proteção neurológica, além de vitamina D e selênio.


Saúde cardiovascular e baixo teor de mercúrio


Um estudo de 2023 destaca que as sardinhas contêm "componentes conhecidos pelos seus efeitos cardioprotetores, como o cálcio, potássio, magnésio, zinco, ferro, taurina e arginina", que atuam de forma sinérgica para proteger o coração e regular a pressão arterial. Outro diferencial importante é o baixíssimo teor de mercúrio, já que a sardinha ocupa a base da cadeia alimentar e não acumula o metal pesado como ocorre com o atum.


Quantas sardinhas comer por semana?


O professor Monserrate recomenda cerca de três latas de sardinha por semana para obter todos os benefícios nutricionais. Um ponto de atenção: para quem tem restrição de sódio, vale ler o rótulo antes de comprar, já que versões enlatadas podem conter teores variados. Sardinhas frescas, nesse caso, são a opção mais indicada.


Para quem ainda resiste ao sabor, o conselho do especialista é persistir. "O nosso paladar evolui com o passar do tempo. O segredo, às vezes, está na preparação", diz Monserrate, que prefere consumi-las diretamente da lata ou refogadas em azeite de oliva.



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