Papa Francisco: Conquistando Corações é uma cinebiografia argentina de 2015, dirigida por Beda Docampo Feijóo, que retrata a trajetória de Jorge Mario Bergoglio até se tornar o Papa Francisco. O roteiro é baseado no livro "Pope Francis: Life and Revolution", de Elisabetta Piqué, e tem Darío Grandinetti no papel principal, entregando uma atuação que foi destacada pela crítica como um dos pontos fortes da produção.
A narrativa é conduzida através do olhar de uma jornalista que investiga a vida de Bergoglio após conhecê-lo durante o conclave de 2005, o que serve como fio condutor para reconstruir sua trajetória em flashbacks. Essa estrutura permite ao filme alternar entre o presente da investigação jornalística e o passado, mostrando desde a adolescência do futuro papa em Buenos Aires até sua ascensão dentro da hierarquia da Igreja Católica.
O longa acompanha o despertar da vocação religiosa de Jorge, sua entrada na Companhia de Jesus e os anos em que atuou como padre e depois arcebispo de Buenos Aires. Durante esse período, o filme mostra seu envolvimento direto com comunidades marginalizadas, incluindo vítimas de exploração, prostituição e tráfico de drogas, além de seu posicionamento diante da ditadura militar argentina e da corrupção que marcou aquele momento histórico do país.
Com pouco mais de 100 minutos de duração, a produção foi filmada na Itália e contou com elenco majoritariamente argentino e espanhol. Apesar de reconhecida pelo cuidado na reconstituição histórica e pelas atuações centrais, a crítica especializada apontou que o filme trouxe poucas novidades em relação a outras biografias já existentes sobre a vida do pontífice, tratando-o de forma respeitosa mas sem grandes riscos narrativos.
Final explicado
O desfecho do filme converge para o momento em que Jorge Bergoglio é eleito Papa, em 2013, tornando-se o primeiro pontífice latino-americano da história da Igreja Católica. Esse ápice é construído como o ponto de chegada natural de toda a jornada apresentada ao longo do filme, unindo o fio jornalístico do presente com a reconstrução biográfica do passado.
A jornalista que serve como guia da narrativa finalmente reúne as peças da vida de Bergoglio que vinha investigando, e é através de sua perspectiva que o público testemunha a revelação de quem realmente é o homem por trás da nova figura papal. Esse recurso narrativo reforça a ideia central do filme: a de que a simplicidade e a proximidade com os mais pobres, características que definiram o padre Jorge, seriam as mesmas que moldariam o papado de Francisco.
O filme opta por não se aprofundar nos primeiros anos do papado em si, encerrando-se logo após a eleição, no momento simbólico em que Bergoglio assume o nome de Francisco, em homenagem a São Francisco de Assis. Essa escolha reforça o caráter de origem da obra, mais interessada em explicar como um jovem argentino chegou até ali do que em detalhar o que viria a seguir no comando da Igreja.
Ao encerrar dessa forma, a produção reforça seu tom de celebração e reverência, apresentando a ascensão de Bergoglio como consequência de uma vida dedicada à justiça social e à fé simples. A crítica notou que esse fechamento, embora emocionalmente eficaz, mantém o filme dentro de um registro mais próximo da homenagem biográfica tradicional do que de uma análise mais complexa da figura papal.
Onde assistir
O filme está disponível nos catálogos da: Disney+.
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