Prepare-se: assistir aos clássicos da Disney sem pagar nada pode deixar de ser sonho. A Disney está avaliando lançar uma versão gratuita do Disney+ como resposta direta ao avanço do YouTube e de outras plataformas que não cobram nada dos espectadores.
Por que a Disney está pensando nisso
A informação partiu de um funcionário ouvido pelo Business Insider: o chefe de produto e tecnologia da Disney, Adam Smith, teria levantado a possibilidade de oferecer conteúdos gratuitos durante uma reunião virtual sobre o futuro do streaming. Até agora, porém, nada está confirmado — a empresa não definiu prazo nem detalhou como funcionaria esse plano sem custo.
Segundo pessoas próximas à estratégia da companhia, a ideia faz parte de um debate contínuo dentro da Disney para se aproximar do público e acompanhar as mudanças no jeito como as pessoas consomem streaming hoje em dia.
A ameaça (e a inspiração) chamada YouTube
Hoje o Disney+ já opera com planos pagos, com e sem anúncios. Um plano gratuito colocaria a plataforma pela primeira vez em disputa direta com serviços que vêm crescendo justamente por não cobrar nada, como YouTube, Tubi e The Roku Channel.
Esse movimento não é coincidência. Nos últimos anos, os preços das assinaturas de streaming só subiram, e boa parte do público passou a migrar para alternativas gratuitas ou sustentadas por publicidade. O resultado desse movimento aparece nos números.
O que os dados mostram
Levantamento da Nielsen revela que os serviços gratuitos de streaming vêm conquistando fatia cada vez maior do tempo de TV nos Estados Unidos. Em abril de 2026, as três principais plataformas gratuitas somaram 18,7% do tempo assistido em televisões americanas — um salto em relação aos 16,8% registrados no mesmo mês de 2025.
Esse crescimento constante é justamente o que preocupa (e motiva) gigantes como a Disney a repensar seu modelo de negócio.
O que muda para quem assiste
Se o plano sair do papel, o Disney+ gratuito pode ampliar bastante o alcance da plataforma, atraindo espectadores que hoje não pagam por nenhum serviço de streaming. Nesse modelo, a publicidade entraria como a principal fonte de receita, seguindo o mesmo caminho já trilhado por concorrentes gratuitos.
Ainda não há data, nem confirmação oficial, nem detalhes sobre quais conteúdos estariam disponíveis nessa versão sem custo. Mas o simples fato de a ideia estar sendo discutida internamente já mostra a pressão que o YouTube e outras plataformas gratuitas estão exercendo sobre os serviços de streaming pagos — e sinaliza que o mercado pode passar por mais uma mudança significativa nos próximos meses.
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