Toy Story 5 chega aos cinemas brasileiros em 17 de junho marcando um momento histórico para a franquia mais querida da Pixar: pela primeira vez em 30 anos, um filme do universo Toy Story não recebeu a classificação Livre no Brasil. Em três décadas, nenhum lançamento, trailer ou produto derivado da saga havia saído do patamar de liberação para todos os públicos, o que torna essa mudança um assunto e tanto entre fãs e famílias que acompanham a franquia desde 1995.
O governo federal definiu a classificação indicativa de Toy Story 5 como não recomendado para menores de 6 anos, uma faixa criada recentemente e que está sendo aplicada a um grande lançamento de cinema pela primeira vez. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o filme apresenta, com ocorrência moderada, situações de tristeza tratadas de forma ponderada, linguagem de baixo teor ofensivo e violência fantasiosa, além de ocorrência baixa de ato violento e bullying ou cyberbullying. É justamente essa combinação de elementos que motivou a nova faixa etária, diferente de tudo que a franquia já recebeu até hoje.
Essa classificação indicativa de 6 anos é uma novidade do sistema brasileiro: foi criada em outubro de 2025 pelo MJSP, por meio da Coordenação-Geral de Classificação Indicativa da Secretaria Nacional de Direitos Digitais, a Sedigi, e já está em vigor. De acordo com o governo, a criação dessa faixa intermediária responde a estudos que identificaram uma lacuna entre a classificação livre e a de não recomendado para menores de 10 anos, que era o padrão vigente até então. Especialistas ouvidos pelo governo alertam que a exposição precoce a conteúdos audiovisuais inadequados pode afetar a compreensão da realidade infantil e gerar impactos no desenvolvimento socioemocional das crianças, e por isso essa faixa etária intermediária passou a existir.
Uma dúvida comum entre os pais é se ainda é possível levar crianças menores de 6 anos para assistir Toy Story 5 no cinema. A resposta é sim. O MJSP reforça que a decisão final sobre a adequação dos conteúdos à idade de cada criança cabe às famílias, com base nas informações de classificação fornecidas pelo Estado. Ou seja, a nova faixa funciona como uma orientação, não como uma proibição.
Em relação à trama, Toy Story 5 foi anunciado em fevereiro de 2023 e continua a história contada nos filmes lançados entre 1995 e 2019 pela Pixar, acompanhando Woody, dublado por Tom Hanks na versão original, Buzz Lightyear, com voz de Tim Allen, e os demais brinquedos que ganham consciência sempre que seus donos não estão olhando. No novo capítulo, Jessie aparece como uma das protagonistas, ao lado do retorno de Woody, Buzz e Garfinho. Os brinquedos disputam a atenção de Bonnie com um tablet infantil chamado LilyPad, que acredita saber o que é melhor para a menina, refletindo de forma bem-humorada o tema da tecnologia na infância. Outro personagem inédito é Smarty Pants, um brinquedo educativo para ensinar Bonnie a usar a privada, dublado em inglês pelo comediante Conan O'Brien.
A direção do novo filme é de Andrew Stanton, responsável por Wall-E e Procurando Nemo, que também assina o roteiro junto com McKenna Harris, artista da Pixar que já trabalhou em Luca e Elementos. A estreia de Toy Story 5 nos cinemas brasileiros está confirmada para 17 de junho.
Vale lembrar o tamanho do legado da franquia: o primeiro Toy Story, lançado em 1995, foi o longa-metragem de estreia da Pixar e revolucionou a animação mundial ao consolidar a tecnologia 3D que se tornou marca registrada do estúdio, hoje pertencente à Disney. É, de longe, a franquia mais bem-sucedida da Pixar, com Toy Story 3 e Toy Story 4 superando, cada um, US$ 1 bilhão em bilheteria global. Somando o spin-off Lightyear, lançado em 2022, a franquia Toy Story já arrecadou mais de US$ 3,2 bilhões nas bilheterias mundiais, e todos os filmes estão disponíveis para streaming no Disney+.
Com a chegada de Toy Story 5 aos cinemas, a saga entra para um novo capítulo não apenas pela continuação da história de Woody, Buzz e companhia, mas também por essa mudança simbólica na forma como o público brasileiro vai acompanhar o filme: pela primeira vez, a indicação de classificação etária pede atenção redobrada das famílias antes de irem ao cinema.