Kevin Costner enfrenta processo por assédio sexual e não consegue barrar ação judicial

 

O ator e diretor Kevin Costner está enfrentando uma grave acusação de assédio sexual relacionada às filmagens de Horizon 2, sua mais recente produção. O astro tentou encerrar o processo movido pela dublê Devyn LaBella, mas a Justiça da Califórnia negou o pedido, permitindo que o caso siga adiante. A decisão reforça a importância da segurança e do consentimento em cenas de intimidade no cinema de Hollywood.


O que levou ao processo contra Kevin Costner


De acordo com o processo, Devyn LaBella alega ter sido obrigada a participar de uma cena de estupro improvisada durante as gravações de Horizon 2. A sequência, segundo a denúncia, não estava no roteiro original e teria sido criada no momento por Costner, que também dirigia o filme.


A dublê afirma que a atriz principal, identificada como Hunt, se recusou a filmar a cena, e que ela foi colocada em seu lugar sem aviso prévio, preparação ou consentimento. Além disso, a gravação teria acontecido sem a presença de um coordenador de intimidade — profissional responsável por garantir o respeito aos limites físicos e emocionais dos intérpretes durante cenas sensíveis.


A denúncia também aponta que o set não estava fechado durante a filmagem, o que viola protocolos de segurança. Segundo relatórios apresentados pela coordenadora de intimidade da produção, houve “violações dos protocolos sindicais”, reforçando a gravidade das acusações.


A tentativa frustrada de Kevin Costner de encerrar o caso


A equipe jurídica de Kevin Costner, liderada pelo renomado advogado Marty Singer, tentou encerrar o processo com base na lei anti-SLAPP da Califórnia — uma legislação usada para arquivar processos considerados abusivos ou que buscam silenciar a liberdade de expressão.


O juiz Jon Takasugi, no entanto, rejeitou a moção. Ele afirmou que as alegações apresentadas por Devyn LaBella são suficientemente sérias para justificar a continuidade do caso. Embora tenha reconhecido que Horizon 2 é uma “obra expressiva protegida pela Primeira Emenda”, o magistrado concluiu que a defesa de Costner não conseguiu demonstrar que o processo carece de mérito mínimo.


Após a decisão, os advogados de LaBella comemoraram o resultado, declarando que “o processo criativo não pode e não dá aos homens no poder total impunidade para abusar de mulheres como a Sra. LaBella”.


O impacto do caso e o que vem a seguir


Com a negação da moção, o processo contra Kevin Costner seguirá seu curso normal, abrindo espaço para novas audiências, coleta de provas e depoimentos. O caso também reacende o debate sobre o respeito aos limites éticos nas produções cinematográficas e a necessidade de protocolos rigorosos em cenas de intimidade.


A decisão é vista como um marco para a indústria, indicando que questões de abuso e consentimento continuam sendo levadas a sério nos tribunais, mesmo quando envolvem grandes nomes de Hollywood.


Enquanto o processo avança, Kevin Costner segue enfrentando repercussões que podem afetar não apenas sua imagem pública, mas também o futuro de sua franquia Horizon.



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