Dirigido por Carlos Saldanha em sua estreia como diretor, "Harold e o Lápis Mágico" usa como ponto de partida o livro infantil de 1955, escrito e ilustrado por Crockett Johnson. O livro conta a história de um menino capaz de criar tudo o que imagina, desde que desenhe com seu giz de cera roxo. O filme chegou aos cinemas dos EUA em 2 de agosto de 2024, em formato de aventura e comédia que mistura live-action e animação.
O longa resume a história do livro em cerca de um minuto, e o narrador avisa que o final do livro não encerrou a trajetória de Harold. Aqui, Harold (Zachary Levi) já é adulto e vive dentro das páginas ao lado de Alce (Lil Rel Howery) e Porco-espinho (Tanya Reynolds). Decidido a encontrar seu misterioso criador, ele usa o giz para desenhar um portal que leva ele e o Alce ao mundo real. A premissa é uma espécie de "e depois do fim?" para uma obra clássica.
No mundo real, Harold precisa aprender como as coisas funcionam, e o giz transforma tudo em confusão e diversão. Com mais cores e dimensões para explorar, ele desenha de um avião, para sobrevoar Rhode Island, até o bicho de estimação imaginário de Mel, uma mistura de dragão e lagarto. Também entram na história Terri (Zooey Deschanel) e seu filho Mel, que se aproximam do grupo. Mel é um menino imaginativo que está de luto pela morte do pai.
A animação desenhada sobre as cenas reais é o grande destaque do filme. A crítica foi menos entusiasmada com o roteiro. O enredo tem um ar familiar, e o conflito com o vilão acaba um pouco fraco. Mesmo assim, o filme funciona como um lembrete sobre imaginação, e Saldanha, conhecido por A Era do Gelo e Rio, mantém o ritmo leve e cheio de humor.
Final explicado
O vilão é Gary (Jemaine Clement), um bibliotecário e aspirante a escritor de fantasia. Ele finge generosidade e dá a Harold um exemplar do livro de Crockett Johnson, o que leva Harold a buscar seu criador. Na verdade, Gary aproveita a vulnerabilidade de Harold para tentar tomar o giz para si. O plano dele é fazer o mundo de fantasia do seu livro rejeitado ganhar vida e se vingar das editoras que o recusaram.
Depois da traição, os heróis se unem para recuperar o giz. No fim, a equipe consegue tirar o giz das mãos de Gary. A resolução não é uma punição: Gary diz que só queria um lugar onde se sentisse parte de algo, e Harold, usando o giz para o bem, cria esse mundo para ele. A mensagem é de empatia, e o vilão é perdoado e acolhido em vez de derrotado.
O arco emocional mais forte é o de Mel. Mel muda de vida quando Harold lhe dá metade do seu giz. Ao final, Mel retribui com uma caixa de gizes coloridos. Harold deixa de viver num mundo só roxo e passa a preencher seu universo com todas as cores, o que simboliza uma criatividade que cresceu ao ser compartilhada.
Há ainda uma cena no meio dos créditos em que Gary aparece perseguindo, no seu mundo de fantasia, uma versão animada de Terri. É um final de tom leve que reforça o espírito de comédia familiar. Ele fecha a busca de Harold por seu criador com a ideia de que a imaginação é o que realmente dá vida às histórias, e que ela cresce quando passa de uma pessoa para outra.
Onde assistir
O filme está disponível nos catálogos da: Apple TV, Prime Vídeo, Google TV, YouTube, Claro TV+.
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