Apple se prepara para revelar iPhone 18 e seu primeiro celular dobrável em evento desta quarta

 

A Apple se prepara para um dos eventos mais estratégicos dos últimos anos: nesta quarta-feira (9), a empresa apresenta o iPhone 18 e, segundo especialistas, seu primeiro celular dobrável, marcando também a estreia pública do novo CEO John Ternus após a saída de Tim Cook, que comandou a companhia por 15 anos. O evento chega em um momento de forte pressão por inovação em inteligência artificial e mudanças na cadeia global de produção de smartphones.


John Ternus assume a Apple com foco em hardware e inovação tecnológica


Ternus, ex-vice-presidente sênior de engenharia de hardware, esteve por trás do desenvolvimento de produtos como iPhone, Mac, iPad, AirPods e Apple Watch. A escolha de um executivo técnico para liderar a Apple reforça a tendência de valorização do hardware como diferencial competitivo no mercado de tecnologia. Kenneth Corrêa, professor da FGV e especialista em inteligência artificial, resume a mudança de rumo: "A empresa escolheu colocar um engenheiro no topo porque o hardware voltou a ser o diferencial competitivo definitivo".


iPhone 18: o que esperar do novo lançamento da Apple


Diferente das últimas gerações, o iPhone 18 deve trazer atualizações pontuais em vez de mudanças radicais em câmera, processador e design. Segundo Arthur Igreja, especialista em Tecnologia e Inovação, o salto mais expressivo já aconteceu do iPhone 16 para o 17, o que reduz as expectativas de grandes novidades no modelo tradicional desta vez. Ele destaca ainda que a Apple deve aproveitar o evento para atualizar linhas que estavam paradas há tempos, como Apple TV, Apple Watch e AirPods.


Já Ismael Kolling, vice-presidente de Estratégia e Ecossistema na Leapfone, aponta que a maior aposta de inovação para os iPhones deve estar na expansão dos recursos de inteligência artificial embarcada.


Celular dobrável da Apple: a novidade mais esperada do evento


O grande destaque do lançamento Apple 2026 deve ser a chegada do primeiro iPhone dobrável, entrando em um mercado já consolidado pela Samsung. A chegada tardia da Apple ao segmento de dobráveis pode significar um produto mais maduro, mas também limitado em relação à concorrência nesta primeira geração. Segundo Arthur Igreja: "Os rumores apontam para um dispositivo com algumas coisas aquém do que a Samsung já tem, porque ela já está nessa curva de maturação há bastante tempo. Mas seria um produto muito bem resolvido, muito bonito e com preço substancialmente alto".


Para o setor, a entrada da Apple no mercado de smartphones dobráveis pode impulsionar toda a categoria. Felipe Mendes, CEO do Grupo Pitzi, avalia: "Os dobráveis já existem e não apenas da Samsung. A entrada da Apple pode acender a demanda pelo segmento". Ismael Kolling reforça essa visão: "A entrada da Apple na categoria irá promover uma mudança significativa na visão do consumidor". Já Arthur Igreja pondera que recuperar espaço é possível, mas exigirá tempo: "A Apple, em várias categorias de produto, já esteve atrasada e conseguiu se posicionar. Não seria a primeira vez. Pode acontecer, sim".


Apple aposta em modelos premium com preços mais altos


A tendência de valorização dos smartphones premium também deve aparecer na nova geração de produtos Apple. Felipe Mendes explica que o mercado brasileiro de tecnologia é heterogêneo, com forte potencial de consumo entre o público de alta renda para aparelhos com diferenciais reais. Ismael Kolling relaciona esse movimento ao encarecimento dos componentes de inteligência artificial, o que pode levar a Apple a concentrar os lançamentos iniciais nas versões Pro e Max, deixando os modelos de entrada e Air para um segundo momento.


Inteligência artificial na Apple: a estratégia por trás dos bastidores


A inteligência artificial continua sendo o principal desafio estratégico da nova gestão da Apple. Diferente de Microsoft e Google, que investem bilhões em data centers, a aposta da Apple deve ser levar a IA diretamente para dentro dos dispositivos, aproveitando sua base de mais de 2,5 bilhões de aparelhos ativos e os chips desenvolvidos internamente. Kenneth Corrêa resume a estratégia: "Enquanto Microsoft e Google queimam dezenas de bilhões de dólares construindo data centers colossais, a Apple se posiciona para ser dona da ponta final". Para Arthur Igreja, o evento deve trazer novidades pontuais em IA, mas sem grandes revoluções: "O foco desse evento é hardware, são produtos".


Evento Apple 2026 marca o início de uma nova era sob John Ternus


Mais do que os lançamentos em si, o evento representa a primeira grande demonstração pública de John Ternus como CEO da Apple. Segundo Kenneth Corrêa, a nova gestão deve trazer inovações mais voltadas ao mundo físico: "O mercado deve esperar dessa gestão Ternus surpresas bastante físicas no hardware. A inovação vai sair das telas de chat em texto e voltar para o mundo tátil". Para Arthur Igreja, o momento simboliza uma passagem de bastão, em que o essencial não é apenas o que será anunciado, mas a capacidade da Apple de mostrar que ainda tem espaço para inovar em iPhone, dobráveis e inteligência artificial.



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