O novo filme da DC Studios está enfrentando um tropeço e tanto nos cinemas. Supergirl, estrelado por Milly Alcock, viu sua bilheteria doméstica despencar logo no segundo final de semana em cartaz, reacendendo o debate sobre a crise do gênero de super-heróis em Hollywood.
A queda na bilheteria de Supergirl
Os números não mentem: em seu segundo fim de semana nos cinemas, Supergirl registrou uma queda de 74% em relação à sua estreia, arrecadando apenas US$ 9,6 milhões na bilheteria doméstica. É uma retração expressiva, que mostra que o público não voltou às salas na velocidade esperada pela DC Studios.
Somando tudo o que já foi arrecadado, o longa acumula US$ 58,5 milhões na América do Norte e US$ 100,5 milhões em bilheteria global. Segundo dados da revista Variety, a projeção não é nada animadora: o filme deve fechar sua janela de exibição nos cinemas com um prejuízo entre US$ 100 milhões e US$ 120 milhões, considerando que o custo de produção foi de US$ 170 milhões.
Sobre o filme Supergirl
Batizado originalmente de Supergirl: A Mulher do Amanhã, o filme teve seu nome simplificado para apenas Supergirl. A trama é baseada na aclamada saga em quadrinhos escrita por Tom King e desenhada pela artista brasileira Bilquis Evely, publicada pela DC Comics. Na história, a Supergirl não está na Terra, mas viajando pelo espaço em busca de vingança e justiça.
O elenco reúne Milly Alcock, conhecida por viver a versão jovem de Rhaenyra em A Casa do Dragão, no papel-título. Completam o time Eve Ridley (O Problema dos 3 Corpos) como Ruthye, e Matthias Schoenaerts (The Old Guard) como o vilão Krem.
A direção é assinada por Craig Gillespie (Cruella), enquanto o roteiro ficou a cargo de Ana Nogueira, que originalmente havia sido contratada pela Warner para escrever uma versão da personagem estrelada por Sasha Calle — atriz que interpretou a Supergirl em um universo alternativo no filme The Flash.
O elenco também conta com David Krumholtz e Emily Beecham nos papéis de Zor-El e Alura In-Ze, pais da protagonista, além de Jason Momoa — o Aquaman do antigo universo DC — no papel do mercenário Lobo.
O que essa queda representa para a DC Studios
O desempenho de Supergirl nas bilheterias entra para a lista de sinais de que o público está mais seletivo com os filmes de super-heróis, mesmo quando o projeto vem endossado por nomes fortes do gênero, como James Gunn e Peter Safran à frente da DC Studios. Com uma queda tão acentuada logo na segunda semana e um prejuízo projetado que pode passar de US$ 100 milhões, o resultado se soma a um cenário desafiador para as adaptações de heróis nos cinemas em 2026.
Supergirl segue em cartaz nos cinemas.