Má Conduta é um thriller norte-americano de 2016 dirigido por Shintaro Shimosawa, em sua estreia na direção. O roteiro foi escrito por Adam Mason e Simon Boyes, e o filme conta com Josh Duhamel, Alice Eve e Malin Åkerman nos papéis principais, além de Al Pacino e Anthony Hopkins em funções de suporte. Produzido com um orçamento de 11 milhões de dólares, o longa foi lançado diretamente em video on demand pela Lionsgate Premiere e teve desempenho modesto nas bilheterias, arrecadando pouco mais de 2 milhões de dólares.
A história acompanha Ben Cahill (Josh Duhamel), um advogado ambicioso que assume um grande caso contra Arthur Denning (Anthony Hopkins), poderoso e corrupto executivo de uma extensa companhia farmacêutica, e seu sócio Charles Abrams (Al Pacino). Antes de ser sequestrada, Emily Hynes (Malin Åkerman), namorada de Denning, entra em contato com seu ex-namorado Ben e compartilha arquivos roubados do computador do bilionário que revelam comportamentos criminosos durante testes com medicamentos. Armado com essas informações, Ben enxerga a oportunidade de dar um grande salto na carreira.
Após uma morte abalar a trama, um assassino contratado com câncer terminal, interpretado por Lee Byung-hun, entra em cena e começa a perseguir Ben, elevando o tom de perigo e tensão do filme. A narrativa é construída com saltos no tempo entre o presente e o passado, o que cria uma atmosfera de mistério, embora o recurso tenha sido considerado confuso por boa parte do público. A produção se encaixa no subgênero do thriller jurídico-corporativo, com camadas de chantagem, segredos e traição.
Do ponto de vista do elenco, o filme reuniu nomes de peso. Al Pacino e Anthony Hopkins atuaram em papéis de suporte, enquanto coube a Josh Duhamel o peso do protagonismo, algo que gerou expectativas elevadas nos espectadores. No entanto, a recepção crítica foi majoritariamente negativa — o filme acumula nota 5.3 no IMDb —, com as principais queixas recaindo sobre um roteiro com lacunas e o aproveitamento insuficiente de um elenco talentoso.
Final explicado
Ao longo do filme, Ben acredita que Arthur Denning é o principal vilão e o grande responsável pelos crimes que ele investiga. Durante o processo, Denning aceita um acordo de 400 milhões de dólares, com a condição de que os documentos roubados sejam devolvidos a ele. A virada inesperada começa quando Ben percebe que está sendo perseguido e armado contra ele.
Quando Ben inspeciona os arquivos do assassino contratado para matá-lo, descobre que o verdadeiro vilão da história é seu próprio chefe, Charles Abrams. Abrams vinha deliberadamente perdendo todos os casos que seus clientes moviam contra Denning, e o acordo milionário não passava de uma manobra para proteger o magnata farmacêutico de qualquer responsabilidade criminal. O herói da história, portanto, trabalhava cegamente para o inimigo.
Ben entrega as provas contra Abrams à polícia, que vai prendê-lo. Antes de ser levado, porém, Abrams pega a arma de um policial e se mata. Com isso, o arco do antagonista corporativo se encerra de forma abrupta — uma escolha narrativa que muitos espectadores consideraram conveniente e mal desenvolvida.
O golpe final, no entanto, vem de dentro de casa. Ao notar que a roupa de sua esposa Charlotte cheira ao perfume de Emily, Ben confronta Charlotte, que confessa ter ido até Emily e discutido com ela. Durante a briga, Charlotte acertou Emily, que caiu e bateu a cabeça. Mesmo sendo enfermeira, Charlotte não prestou socorro e ainda manipulou a cena para enganar a polícia. A revelação reposiciona a esposa, até então personagem secundária, como a responsável direta pela morte que movimentou toda a trama — um desfecho que, para parte do público, soou como um plot twist forçado, mas que encerra o ciclo de "má conduta" de praticamente todos os personagens do filme.
Onde assistir
O filme está disponível nos catálogos da: Apple TV, Prime Vídeo, YouTube, Claro TV+.
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