A volta do Ghostface aos cinemas chegou cercada de expectativa, nostalgia e curiosidade dos fãs de terror slasher. Mas, logo nos primeiros dias em cartaz, Pânico 7 acabou chamando atenção por um motivo inesperado: o desempenho abaixo do esperado entre os críticos. O novo capítulo da clássica franquia registrou um “recorde decepcionante para a franquia”, tornando-se o filme com a pior avaliação da série em três décadas.
De acordo com os primeiros dados divulgados pelo agregador Rotten Tomatoes, o longa estreou com apenas 43% de aprovação, a menor pontuação já alcançada por um título da saga. O número coloca o sétimo filme abaixo até mesmo de produções que antes eram consideradas as menos elogiadas, como Pânico 3, que tinha 45%. Em contraste, Pânico 2 continua sendo o mais bem avaliado, com 83%.
Mesmo com a recepção crítica morna, o interesse do público não diminuiu. As projeções de bilheteria indicam que o terror pode arrecadar entre US$ 40 milhões e US$ 45 milhões no fim de semana de estreia, mostrando que o apelo comercial da marca ainda é forte. O lançamento também marcou um momento inédito para a franquia, já que é o primeiro filme exibido em salas IMAX, ampliando a experiência nas cenas de perseguição e suspense.
O elenco aposta pesado na nostalgia. Neve Campbell retorna como Sidney Prescott, a protagonista histórica da série, enquanto Courteney Cox reprisa o papel da jornalista Gale Weathers. A trama acompanha Sidney vivendo uma fase mais tranquila até que o assassino Ghostface ressurge, desta vez ameaçando diretamente sua família, forçando a personagem a encarar novamente o passado.
Além dos rostos conhecidos, o filme também apresenta novos personagens, incluindo a filha de Sidney, criando uma nova geração dentro do universo da franquia. O roteiro ficou novamente nas mãos da mesma equipe criativa dos capítulos anteriores, mantendo a continuidade da história recente.
Com críticas divididas, bilheteria promissora e o peso de uma marca consolidada no terror, Pânico 7 já se destaca como um dos lançamentos mais comentados do ano. Entre avaliações baixas e curiosidade do público, o novo filme mostra que, mesmo depois de 30 anos, a franquia ainda consegue gerar debate — e manter o Ghostface relevante nas buscas e nas salas de cinema.