A Betty Boop, um dos ícones mais reconhecidos da história da animação, entrou oficialmente em domínio público em 2026, marcando um momento importante para a cultura pop e para o mercado criativo. A mudança acontece porque as primeiras obras da personagem, lançadas em 1930, completaram o período máximo de 95 anos de proteção por direitos autorais nos Estados Unidos, conforme a legislação vigente.
Criada pelos irmãos Fleischer, Betty Boop surgiu originalmente no curta Dizzy Dishes. Na época, a personagem ainda tinha traços diferentes, lembrando um poodle antropomórfico, mas já chamava atenção ao cantar o famoso bordão “boop boop, a doop”, elemento que se tornaria sua marca registrada. Essas animações iniciais são justamente as que passam a integrar o domínio público, podendo ser utilizadas livremente por qualquer pessoa.
Com isso, artistas, produtores, educadores e criadores de conteúdo podem adaptar, reutilizar e reinterpretar Betty Boop sem a necessidade de pagar direitos autorais, desde que utilizem apenas as versões presentes nas obras originais de 1930. Essa liberação também favorece a preservação histórica, o acesso educacional e o surgimento de novas produções inspiradas em personagens clássicos.
É importante destacar, no entanto, que o nome e a imagem de Betty Boop ainda possuem proteção de marca registrada. Na prática, isso significa que o uso comercial, especialmente em produtos e merchandising, pode continuar sujeito a restrições legais, mesmo com os desenhos antigos em domínio público. A situação é semelhante ao que ocorre com outros personagens famosos que já tiveram suas primeiras versões liberadas.
Além de Betty Boop, outras obras de 1930 também entraram em domínio público em 2026, incluindo personagens clássicos de tirinhas e animações que ajudaram a moldar a indústria do entretenimento. Esse movimento anual de liberação reforça a importância do domínio público para manter vivas obras que atravessam gerações.
A entrada de Betty Boop no domínio público representa não apenas um marco legal, mas também uma oportunidade para que esse símbolo da animação ganhe novas leituras e continue presente no imaginário coletivo, agora com ainda mais liberdade criativa.
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