O renomado jornal norte-americano The New York Times divulgou em 2025 sua seleção oficial: “The 100 Best Movies of the 21st Century” — ou seja, os 100 melhores filmes lançados desde o ano 2000 até hoje. A votação envolveu mais de 500 profissionais da indústria cinematográfica — diretores, atores, produtores e críticos de diversas nacionalidades.
No topo desse ranking histórico figura Parasita (2019), do sul-coreano Bong Joon-ho — vencedora do Oscar de Melhor Filme em 2020 e a primeira produção falada em idioma não-inglês a conquistar esse troféu máximo.
Por que Parasita domina o ranking
Parasita não só goza do prestígio por ter derrubado barreiras internacionais, como também se tornou um símbolo da força do cinema mundial fora de Hollywood. A produção combina com inteligência humor, crítica social, tensão e reviravoltas impactantes — algo que, para quem participou da votação, representa o que há de mais relevante e transformador no cinema do século 21.
Se considerarmos a revolução que o filme provocou — abrindo caminhos para outras obras estrangeiras ganharem visibilidade global — não é surpresa que ele lidere uma lista com tanta representatividade.
Diversidade e pluralidade: um panorama global do cinema moderno
A seleção do The New York Times mostra que o cinema dos últimos 25 anos ultrapassa fronteiras: o top 20 reúne filmes de diferentes estilos, gêneros, idiomas e origens — do terror à animação, do drama autoral ao blockbuster. Entre os destaques do ranking estão:
* Mulholland Drive (2001), de David Lynch.
* Sangue Negro (2007), de Paul Thomas Anderson.
* Amor à Flor da Pele (2000), de Wong Kar-wai.
* Moonlight (2016), de Barry Jenkins.
* A Viagem de Chihiro (2001), animação japonesa de Hayao Miyazaki.
* A Rede Social (2010), de David Fincher.
...e muitos outros que mostram a amplitude do cinema mundial contemporâneo — provando que não existe “um só padrão” para marcar época.
Orgulho brasileiro: quando o cinema nacional se destaca globalmente
O Brasil também aparece com força nesta grande curadoria. Cidade de Deus (2002), dirigido por Fernando Meirelles e Kátia Lund, garantiu o 15º lugar no top 20 — sendo a única produção latino-americana nessa faixa de elite.
A escolha representa um reconhecimento importante do cinema nacional no cenário global. Para muitos votantes internacionais, Cidade de Deus traduz com poder e realidade o impacto de narrativas originadas fora dos circuitos tradicionais de Hollywood — mostrando universos sociais e culturais distintos, mas com valor universal.
O que a lista do The New York Times nos diz sobre o cinema do século 21
A eleição de Parasita como “melhor filme do século 21 até agora” e a presença de Cidade de Deus entre os top 20 confirmam o que muitos já suspeitavam: o cinema contemporâneo é cada vez mais global, plural e diverso. A lista reflete não apenas gostos, mas também tendências culturais, linguísticas e geográficas — celebrando obras que cruzam fronteiras e vencem o preconceito de que só filmes em inglês, ou produzidos em Hollywood, podem ter relevância internacional.
Em resumo, se você quer entrar de cabeça no que há de melhor no cinema moderno — clássico ou contemporâneo, ficção, drama, terror ou animação — essa seleção funciona como um guia certeiro para os filmes que definem gerações.
