O filme brasileiro Manas se prepara para conquistar a cena internacional ao ser inscrito oficialmente para disputar o Globo de Ouro 2026 nas categorias mais cobiçadas. Essa candidatura reforça a presença do cinema nacional em premiações de peso e coloca em destaque tanto a produção quanto o significado cultural da obra.
Na corrida pelo Globo de Ouro 2026, “Manas” mira categorias decisivas como “Melhor Filme em Língua Não-Inglesa”, “Melhor Filme Dramático” e “Melhor Atuação Feminina em Filme de Drama”, com destaque para a jovem protagonista Jamilli Correa. A categoria de atuação feminina já rendeu anteriormente uma vitória brasileira com Fernanda Torres. Ao visar essas categorias, o longa sinaliza ambição, visibilidade e potencial de reconhecimento global para o Brasil.
Ambientado na região da Ilha do Marajó, no Pará, o filme retrata a história de Marcielle, uma garota de 13 anos que vive em uma comunidade ribeirinha com mãe, pai e três irmãos. Marcielle idolatra a irmã mais velha Claudinha, que “teria partido para bem longe após arrumar um homem bom nas balsas que passam pela região”. Conforme cresce, Marcielle percebe que esse ideal se desmorona. Então ela decide enfrentar “a engrenagem violenta que rege sua família e as mulheres de sua comunidade”. A narrativa traz uma importante reflexão sobre opressão, gênero e luta em contextos periféricos.
“Manas” marca a estreia da diretora Marianna Brennand e conta com um elenco que inclui além de Jamilli Correa, as atrizes Dira Paes, Fátima Macedo e o ator Rômulo Braga, somados a atores locais da região. A equipe técnica também reúne profissionais respeitados: o diretor de fotografia Pierre de Kerchove (“Paloma”), a diretora de arte Marcos Pedroso (“Bicho de Sete Cabeças; Motel Destino”), a montadora Isabela Monteiro de Castro (“O Céu de Suely”) e a figurinista Kika Lopes (“O Palhaço; Simonal”). O roteiro, vencedor do Sam Spiegel International Film Lab, é assinado por Felipe Sholl, Marcelo Grabowsky, Marianna Brennand, Antonia Pellegrino, Camila Agustini e Carolina Benevides.
Essa inscrição representa uma etapa significativa para o cinema brasileiro: ao disputar prêmios como o Globo de Ouro 2026 e mirar categorias como “Melhor Filme em Língua Não-Inglesa” e “Melhor Atuação Feminina”, o longa consolida o protagonismo de histórias brasileiras ambientadas em cenários pouco explorados. Agora, resta acompanhar se a candidatura se traduzirá em nomeações — e quem sabe, em vitória — numa premiação que serve como vitrine internacional.
