Rodrigo Teixeira defende Marianna Brennand após polêmica sobre Manas e Oscar 2026

 

A escolha do filme que representa o Brasil no Oscar 2026 continua rendendo discussões no mundo do cinema nacional. Recentemente, o produtor e membro da Academia Brasileira de Cinema, Rodrigo Teixeira, saiu em defesa da cineasta Marianna Brennand após a repercussão negativa envolvendo o filme Manas e uma declaração sua que foi “vazada” e interpretada de forma equivocada nas redes sociais.


Segundo Teixeira, sua fala sobre a seleção dos indicados ao Oscar foi usada fora de contexto. Ele admitiu ter dito que “o Brasil tinha sim condição de ter mais votos eventualmente com outro filme”, mas deixou claro que isso não significava que a escolha já estava definida ou que havia qualquer tipo de direcionamento na votação.


Após o vazamento, Marianna Brennand passou a ser alvo de críticas e ataques pessoais nas redes sociais, o que levou o produtor a se pronunciar publicamente. “Ela não precisa sofrer o que ela sofreu”, afirmou, criticando o julgamento precipitado de parte do público. Teixeira destacou que a informação foi mal apurada e distorcida, principalmente no Twitter, o que teria intensificado a polêmica.


Rodrigo Teixeira reforçou que o processo de escolha do representante brasileiro para o Oscar é transparente e justo, garantindo que a comissão realiza “uma votação legal, honesta”. Ele também confirmou que o longa O Agente Secreto será o representante do Brasil no Oscar, elogiando os méritos da produção que conquistou a comissão responsável pela decisão.


O produtor aproveitou a ocasião para lembrar os desafios enfrentados pelo cinema brasileiro, principalmente por produções independentes, filmes dirigidos por mulheres e obras vindas do Nordeste. Ele destacou ainda a importância da repercussão internacional para obras nacionais, afirmando que é “muito importante o Sean Penn e a Julia Roberts falarem bem do Manas”, ressaltando como esse tipo de apoio ajuda o filme a ganhar visibilidade fora do país.


Com essa declaração, Teixeira busca encerrar a polêmica e defender a integridade do processo de seleção da Academia, ao mesmo tempo em que chama atenção para a necessidade de proteger artistas e cineastas de ataques virtuais que podem prejudicar suas carreiras. A discussão também reforça a relevância de apoiar e valorizar o cinema nacional, especialmente em um ano em que o Brasil busca se destacar na corrida pelo Oscar 2026.



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