"Bons Companheiros" é um filme chinês de ação e comédia lançado em 2023, estrelado pela lenda do cinema Jackie Chan. A trama acompanha Lao Luo, um dublê veterano que já viveu dias de glória, mas que agora enfrenta dificuldades financeiras e pessoais. Sua vida ganha uma nova reviravolta quando o cavalo que ele treinou para cenas de ação, Red Hare, se torna alvo de uma disputa judicial. A partir daí, ele precisa lutar não apenas para proteger o animal, mas também para resgatar a relação com sua filha distante.
O longa mistura momentos de humor com sequências emocionantes, mantendo a essência característica dos filmes de Jackie Chan, onde a ação é equilibrada com drama humano. O cavalo Red Hare acaba funcionando como uma metáfora da carreira de Luo: fiel, resistente e repleto de cicatrizes do passado, mas ainda cheio de vitalidade. Essa relação afetuosa entre homem e animal dá ao filme um tom sensível e até nostálgico, lembrando a importância das conexões genuínas em meio a um mundo cada vez mais impessoal.
Além da ligação com o cavalo, o filme também explora o vínculo familiar. Lao Luo precisa enfrentar não apenas os desafios externos, mas também os erros de seu passado, especialmente no relacionamento com sua filha, que cresceu ressentida por sua ausência. Esse conflito emocional aprofunda a narrativa e permite que Jackie Chan mostre um lado mais dramático, equilibrando o humor físico e as cenas de ação com momentos de vulnerabilidade.
Bons Companheiros é mais do que um filme de ação tradicional. Ele é uma carta de amor à carreira dos dublês e à própria trajetória de Jackie Chan, que reflete sobre envelhecimento, legado e resiliência. Com uma mistura de risadas, lágrimas e cenas eletrizantes, a obra consegue entreter e emocionar, reafirmando Chan como um ícone que continua a reinventar-se sem perder sua essência.
Final explicado
No final do filme, Lao Luo consegue proteger Red Hare da disputa judicial, mas o desfecho não é apenas sobre vencer ou perder uma causa. O que realmente importa é a reconciliação entre ele e sua filha, que finalmente entende os sacrifícios e as escolhas do pai. O cavalo, símbolo da sua carreira como dublê e de toda a sua luta, permanece ao seu lado, representando tanto a amizade quanto a lealdade que ele sempre teve dificuldade em manter com os humanos. Esse momento sela a transformação de Luo: de um homem preso ao passado para alguém disposto a reconstruir laços e viver o presente.
A última parte do filme funciona como uma homenagem à própria trajetória de Jackie Chan. Vemos um personagem que, apesar das cicatrizes e da idade, continua firme e apaixonado pelo que faz. O final deixa a mensagem de que a verdadeira vitória não está nos sucessos da carreira ou nas batalhas externas, mas sim na capacidade de perdoar, amar e seguir em frente. Assim, Ride On encerra como um retrato emocionado sobre legado, família e a força de não desistir, mesmo quando tudo parece perdido.
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